Principais lições deste artigo
- Revisão tributária recorrente: revisar o enquadramento no Simples Nacional com regularidade reduz custos e diminui o risco de autuações.
- Escolha correta de anexo: entender os anexos do Simples Nacional e suas atividades evita pagamento de impostos acima do necessário.
- Uso estratégico do Fator R: aplicar corretamente o Fator R pode deslocar sua empresa para anexos com alíquotas mais baixas, principalmente em serviços.
- Monitoramento de faturamento e CNAE: acompanhar faturamento, porte (ME ou EPP) e CNAEs em tempo real mantém o enquadramento alinhado à realidade do negócio.
- Apoio especializado: o acompanhamento contínuo dos especialistas contábeis da Agilize Contabilidade simplifica a revisão tributária e garante mais segurança fiscal.
Como a revisão tributária do Simples Nacional reduz custos na sua PME
A revisão tributária da tabela do Simples Nacional ajusta o enquadramento fiscal da empresa para que o pagamento de impostos seja compatível com o faturamento e o tipo de atividade. Esse processo identifica anexo adequado, alíquotas aplicáveis e oportunidades de uso do Fator R.
Empresas de serviços, como desenvolvimento de software, medicina, advocacia, arquitetura e consultorias, costumam ter maior impacto financeiro nessa análise. A diferença entre ficar no Anexo III ou no Anexo V pode representar dezenas de milhares de reais por ano.
A Lei Complementar 214/2025 estabeleceu a transição para IBS/CBS a partir de 2026, o que torna ainda mais importante chegar a essa mudança com situação fiscal organizada.
O Simples Nacional em 2026: visão geral e alíquotas
O Simples Nacional segue em 2026 como regime vantajoso para a maioria das MEs e EPPs. Em 2025 não houve alterações na tabela: faixas de faturamento, alíquotas e anexos permanecem iguais desde 2018, com limite de R$ 4,8 milhões ao ano.
O regime é estruturado em cinco anexos, com cálculo de alíquota efetiva pela receita bruta dos últimos 12 meses. A fórmula geral é: (RBT12 x alíquota da faixa) – parcela a deduzir, dividida pela RBT12.
Esse cenário garante previsibilidade, mas exige monitoramento constante de enquadramento, faturamento e atividades exercidas para aproveitar todo o potencial de economia tributária.
Entendendo os anexos do Simples Nacional e suas atividades em 2026
Conhecer os anexos do Simples Nacional ajuda a alinhar CNAE, faturamento e tipo de serviço à tributação correta e a evitar recolhimentos acima do necessário.
Anexo I: comércio com alíquotas mais baixas
O Anexo I atende principalmente ao comércio e concentra algumas das menores alíquotas do regime. As alíquotas começam em 4% para faturamento até R$ 180 mil e podem chegar a 19% na última faixa. Lojas, supermercados, revendas e comércios em geral tendem a se enquadrar nesse anexo.
Anexo IV: serviços com ajustes recentes nas alíquotas
O Anexo IV passou por atualizações e exige atenção em 2026. As faixas de receita foram ajustadas até R$ 5 milhões, com aumento médio entre 0,5% e 1,0% nas alíquotas intermediárias.
Esse anexo reúne atividades como construção civil, alguns tipos de consultoria e serviços veterinários. Para empresas posicionadas nas faixas intermediárias de faturamento, uma revisão tributária bem feita pode compensar parte desse aumento por meio de reclassificação de atividades ou planejamento de crescimento.
O Fator R: otimizando suas alíquotas no Simples Nacional em 2026
O Fator R é um dos principais mecanismos de redução de carga tributária no Simples Nacional para empresas de serviços. Ele permite migrar do Anexo V para o Anexo III quando o peso da folha de pagamento é relevante em relação ao faturamento.
O cálculo do Fator R considera folha de pagamento (salários, pró-labore e encargos) dos últimos 12 meses dividida pela receita bruta do mesmo período. Quando o resultado é igual ou superior a 28%, a empresa pode ser tributada pelo Anexo III, que costuma ter alíquotas menores.
Consultorias, clínicas, escritórios de advocacia e empresas de tecnologia podem gerar economia anual expressiva apenas com o uso correto do Fator R. A Agilize Contabilidade utiliza o Fator R Automático em sua plataforma, garantindo o cálculo mensal e o enquadramento na alíquota mais vantajosa disponível.
Guia prático para realizar a revisão tributária da sua PME
Um roteiro simples organiza a revisão tributária e reduz o risco de falhas.
Passo 1: revisar regime, CNAE e porte
Comece validando o regime tributário, os CNAEs principais e secundários e o porte atual (ME ou EPP). Esses dados precisam refletir a atividade real da empresa e seu faturamento dos últimos 12 meses.
Passo 2: confirmar o faturamento efetivo
Calcule a receita bruta acumulada em 12 meses com base em notas fiscais emitidas, excluindo apenas os impostos sobre vendas destacados. Essa informação define faixa de tributação, possibilidade de permanência no Simples Nacional e obrigação de recolhimento em cada anexo.
Passo 3: determinar anexo, alíquota e Fator R
Com faturamento e CNAE em mãos, enquadre a empresa no anexo correto, aplique a fórmula de cálculo da alíquota efetiva e avalie se o Fator R permite migrar para um anexo mais vantajoso. Pequenas variações na relação folha x faturamento podem representar economia relevante no ano.
Erros comuns no Simples Nacional e como a Agilize Contabilidade ajuda a evitá-los
Os erros mais frequentes envolvem CNAEs desatualizados, cálculo incorreto do Fator R e falta de planejamento para mudança de faixa ou de porte. Esses problemas levam ao pagamento de tributos acima do necessário ou a autuações por divergência de informações.
Empresas que crescem, ampliam serviços ou contratam equipe sem revisar enquadramento costumam perder benefícios fiscais importantes ou permanecer em anexos menos vantajosos.
A Agilize Contabilidade atua com monitoramento contínuo, tecnologia para acompanhar faturamento e folhas de pagamento e alertas de oportunidades de ajuste. Os especialistas contábeis analisam legislação, simulam cenários e orientam decisões para manter o negócio em conformidade e com carga tributária controlada.
Conclusão: revisão tributária contínua fortalece a saúde financeira
A revisão tributária da tabela do Simples Nacional em 2026 funciona como ferramenta de gestão financeira, não apenas como obrigação fiscal. Ela garante coerência entre faturamento, atividades, folha de pagamento e impostos pagos.
Com acompanhamento especializado e uso inteligente de regras como o Fator R, micro e pequenas empresas ganham previsibilidade, reduzem riscos e liberam recursos para investir em crescimento.
A Agilize Contabilidade reúne experiência prática e tecnologia própria para apoiar esse processo de ponta a ponta, da classificação correta de CNAEs ao cálculo mensal de tributos.
Perguntas frequentes sobre revisão tributária e Simples Nacional 2026
A tabela do Simples Nacional mudou para 2026?
A estrutura geral da tabela permanece igual em 2026, com limite de faturamento de R$ 4,8 milhões ao ano e faixas progressivas mantidas desde 2018. O ponto de atenção está nos ajustes do Anexo IV em faixas intermediárias e na necessidade de acompanhar eventuais atualizações da Receita Federal ao longo do ano.
Como a alíquota efetiva é calculada no Simples Nacional?
A alíquota efetiva é obtida pela fórmula: (receita bruta dos últimos 12 meses × alíquota da faixa correspondente) menos a parcela a deduzir, dividida pela receita bruta dos últimos 12 meses. O resultado aponta o percentual real de tributos sobre o faturamento.
Para quem a revisão tributária da tabela do Simples Nacional é mais indicada?
A revisão é especialmente indicada para empresas que cresceram nos últimos meses, diversificaram atividades, contrataram equipe, passaram a ter folha relevante em relação ao faturamento ou não revisam o enquadramento há mais de 12 meses. Negócios de serviços com potencial uso do Fator R costumam ter maior espaço para economia.
Quais os riscos de não realizar a revisão da tabela do Simples Nacional?
A ausência de revisão pode gerar pagamento de impostos em excesso, autuações por inconsistências, perda de benefícios, desenquadramento não percebido e dificuldade em financiamentos por irregularidades fiscais. Em muitos casos, os valores pagos a mais ao longo do ano superam com folga o investimento em acompanhamento contábil especializado.