Principais lições deste artigo
- O CNPJ é obrigatório para negócios online e físicos que ultrapassam o limite do MEI, e cria a base para emitir notas fiscais, negociar com fornecedores e acessar crédito.
- E-commerce e loja física compartilham regras centrais de formalização, como CNAE, regimes tributários, inscrições em órgãos públicos e necessidade de contabilidade estruturada.
- A maior diferença está no ICMS: e-commerce lida com DIFAL e vendas interestaduais, enquanto a loja física concentra o imposto no estado onde a empresa está instalada.
- Escolher o regime tributário correto (MEI, Simples Nacional, Lucro Presumido ou Lucro Real) depende de faturamento, margem e modelo operacional, não apenas do canal de vendas.
- O apoio dos especialistas contábeis da Agilize Contabilidade reduz riscos fiscais e facilita a gestão, desde a abertura do CNPJ até o acompanhamento mensal da empresa. Fale com a equipe da Agilize Contabilidade.
Escolher entre abrir um e-commerce ou uma loja física exige entender como cada modelo impacta CNPJ, impostos e licenças. Esses pontos definem custos, riscos fiscais e a organização do dia a dia da empresa.
Este conteúdo compara, de forma prática, os requisitos de CNPJ para e-commerce e loja física e mostra como estruturar sua contabilidade desde o início para evitar retrabalho e multas.
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CNPJ: a base para a formalização de negócios online e físicos
O CNPJ é obrigatório para e-commerce e lojas físicas que ultrapassam o limite anual de R$ 81 mil do MEI. A partir desse ponto, o negócio passa a ser microempresa ou empresa de pequeno porte e assume novas obrigações fiscais.
Com o CNPJ ativo, a empresa pode:
- Emitir notas fiscais para pessoas físicas e jurídicas.
- Negociar com fornecedores com melhores prazos e condições.
- Acessar crédito empresarial e maquininhas de cartão em condições específicas.
- Reduzir a carga tributária em relação à atuação como pessoa física, sem uso de Carnê-Leão, pois a apuração passa para a contabilidade. Ter CNPJ reduz a carga tributária em comparação com a atuação como pessoa física e elimina a necessidade do Carnê-Leão.
Quando o MEI ultrapassa o limite de faturamento, a migração para microempresa (ME) se torna obrigatória, independentemente de o negócio ser online ou físico. Nesse momento, o apoio de um especialista contábil deixa de ser opcional e passa a ser exigido por lei.

Fale com os especialistas contábeis da Agilize Contabilidade para definir regime tributário, CNAE e forma jurídica de forma alinhada ao seu plano de crescimento.
O que une e-commerce e loja física no CNPJ
E-commerce e loja física compartilham uma base de regras semelhantes na formalização.
- CNAE de comércio: não há diferença no CNAE entre e-commerce e loja física quando a atividade é comércio varejista. O que muda é a forma de operar, não a natureza da atividade.
- Regimes tributários disponíveis: Simples Nacional, Lucro Presumido e Lucro Real podem ser usados por ambos os modelos. A escolha depende de faturamento, margem e estrutura, não apenas do canal de vendas.
- Obrigação de emitir NF-e: nas vendas para empresas e, na prática, para consumidores finais que exigem documento fiscal.
- Registros formais: inscrição na Junta Comercial, Receita Federal e, quando necessário, inscrições estadual e municipal.
- Contabilidade estruturada: obrigatória para ME, EPP e demais portes, exceto MEI, garantindo apuração correta de impostos e envio de declarações mensais e anuais.
Com a Agilize Contabilidade, suas obrigações fiscais de e-commerce ou loja física permanecem em dia, com suporte contínuo dos especialistas contábeis.
As divergências no CNPJ: comparativo entre e-commerce e loja física
A principal diferença está na tributação do ICMS e no alcance das vendas.
- ICMS e DIFAL: o ICMS em e-commerce envolve recolhimento para outros estados por meio do DIFAL, em vendas interestaduais para consumidor final, com alíquotas entre 17% e 20%. A loja física, em vendas locais, concentra o recolhimento no estado de origem.
- Licenciamento: a loja física precisa de alvará municipal, licenças sanitárias, ambientais e do corpo de bombeiros, conforme atividade. O e-commerce tem menos exigências físicas, mas demanda atenção a política de privacidade, termos de uso e LGPD.
- Custos operacionais: no e-commerce, estrutura e formalização costumam representar de 5% a 20% do investimento total, com foco em plataforma, gateway de pagamento e marketing digital. Já a loja física investe mais em aluguel, estrutura, IPTU e equipe presencial.
- Alcance de mercado: o e-commerce alcança clientes em todo o país e, em alguns casos, no exterior, enquanto a loja física atua de forma mais localizada.

Tabela comparativa: CNPJ e-commerce vs. loja física
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Característica |
CNPJ para e-commerce |
CNPJ para loja física |
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Finalidade geral do CNPJ |
Formalizar comércio online, permite NF, acesso a fornecedores |
Formalizar comércio físico, permite NF, acesso a fornecedores |
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CNAE (comércio) |
Geralmente o mesmo que loja física, focado em varejo online |
Focado na atividade de varejo presencial |
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Regimes tributários |
Simples Nacional, Lucro Presumido, Lucro Real |
Simples Nacional, Lucro Presumido, Lucro Real |
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ICMS |
DIFAL e recolhimento para estado de destino em vendas interestaduais |
Recolhimento integral no estado de origem em vendas locais |
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Licenciamento |
Foco em licenças digitais, LGPD e sistema de NF |
Alvará municipal, licenças sanitária e ambiental, corpo de bombeiros |
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Custos operacionais |
Plataforma, gateway, marketing digital (5–20% do investimento) |
Aluguel, IPTU, estrutura física, equipe presencial |
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Alcance de mercado |
Nacional e, em alguns casos, internacional |
Local e regional |
Entenda a tributação específica para e-commerce e lojas físicas
O MEI pode ser usado por pequenos e-commerces e lojas físicas com faturamento anual até R$ 81 mil, desde que a atividade seja permitida para essa modalidade. Ao exceder o limite, o MEI migra para ME e passa a ter nova faixa de tributação, com recolhimento em guia específica.
No Lucro Presumido, indicado para faturamentos até R$ 78 milhões ao ano, as alíquotas de referência incluem IRPJ 1,20%, CSLL 1,08%, COFINS 3%, PIS 0,65%, além de ICMS variável. Esse modelo traz previsibilidade e costuma atender bem micro e pequenas empresas que já superaram o Simples.
O Lucro Real é aplicado a empresas com faturamento acima de R$ 78 milhões ou que optam por esse regime. As alíquotas são calculadas sobre o lucro efetivo, com IRPJ de 15% mais adicional, CSLL de 9%, COFINS de 7,6% e PIS de 1,65%.

A tributação de e-commerce é complexa e exige acompanhamento profissional para cálculo de ICMS, DIFAL e tributos federais. O mesmo vale para lojas físicas com maior volume de operações.
Os especialistas contábeis da Agilize Contabilidade podem estruturar o regime ideal para o seu modelo de vendas e acompanhar os ajustes à medida que o faturamento cresce.
Perguntas frequentes sobre CNPJ para e-commerce e loja física
É preciso um CNPJ diferente para e-commerce e loja física?
Na maior parte dos casos, o mesmo CNPJ pode concentrar loja física e e-commerce, desde que os CNAEs incluam as duas atividades. O que muda são detalhes de apuração de ICMS e obrigações acessórias.
Um MEI pode ter e-commerce e loja física simultaneamente?
O MEI pode manter canal online e ponto físico ao mesmo tempo, desde que as atividades sejam permitidas para MEI e o faturamento somado não passe de R$ 81 mil ao ano. Se o limite for ultrapassado, ocorre a migração para microempresa.
Qual modelo tem tributação mais simples: e-commerce ou loja física?
A simplicidade depende do regime adotado, do volume de vendas e do mix de produtos. Em geral, o e-commerce adiciona complexidade por causa do DIFAL em vendas interestaduais, ponto que a loja física com vendas locais não enfrenta.
É obrigatório contratar profissional de contabilidade para e-commerce ou loja física?
Sim, para ME, EPP e empresas de maior porte. Somente o MEI pode atuar sem contabilidade completa. A partir da migração, um especialista contábil passa a ser o responsável pela escrituração e envio das declarações.
Posso migrar de loja física para e-commerce mantendo o mesmo CNPJ?
Sim. Em muitos casos, basta incluir o CNAE de comércio eletrônico, ajustar inscrições estaduais se necessário e revisar o regime tributário para otimizar a nova operação.
Conclusão: planejamento e contabilidade estratégica para o seu negócio
A decisão entre e-commerce, loja física ou operação híbrida deve considerar não só o potencial de vendas, mas também os impactos em CNPJ, ICMS, licenciamento e custos fixos. Essas variáveis influenciam diretamente a margem e a competitividade em 2026.
A Agilize Contabilidade acompanha desde a abertura do CNPJ até a rotina mensal de obrigações, notas fiscais e tributos, em modelos 100% online, físicos ou mistos, com suporte próximo dos especialistas contábeis.
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