Enquadramento correto na tabela do Simples Nacional 2026

Enquadramento correto na tabela do Simples Nacional de 2026

Principais lições deste artigo

  • Um enquadramento correto na tabela do Simples Nacional em 2026 evita multas, cobranças indevidas de impostos e desenquadramentos inesperados.
  • Limite de faturamento, sublimite, atividade principal (CNAE) e os anexos do Simples Nacional definem diretamente quanto sua empresa paga de tributos.
  • O cálculo da alíquota efetiva e do Fator R mostra se o Simples continua vantajoso frente a regimes como Lucro Presumido e Lucro Real.
  • Monitorar faturamento, folhas de pagamento e mudanças da reforma tributária de 2026 é essencial para ajustar o enquadramento ao longo do ano.
  • O suporte dos especialistas contábeis da Agilize Contabilidade, acessado pelo canal oficial de atendimento, reduz riscos fiscais e melhora a organização tributária da empresa.

Por que o enquadramento correto na tabela do Simples Nacional é crucial para sua empresa em 2026?

Um enquadramento errado no Simples Nacional gera pagamento de imposto maior que o necessário, risco de multas e perda de controle financeiro. Micro e pequenas empresas de serviços, comércio e indústria sentem esse impacto diretamente no caixa.

Autuações fiscais, cobrança retroativa e perda de credibilidade são efeitos comuns quando a empresa não observa corretamente a atividade principal, o limite de faturamento, o sublimite e os anexos do Simples Nacional. A complexidade da legislação e das mudanças anuais amplia a chance de erro, especialmente em cálculos envolvendo o Fator R e o sublimite.

Tenha o atendimento rápido de um especialista da Agilize Contabilidade para revisar o enquadramento da sua empresa e diminuir riscos fiscais em 2026.

7 passos essenciais para o enquadramento correto na tabela do Simples Nacional em 2026

Os passos abaixo organizam, em ordem prática, o que você precisa acompanhar para manter o enquadramento correto, usar o Fator R a seu favor e planejar tributos com previsibilidade.

1. Entenda os limites de faturamento e o sublimite de 2026 do Simples Nacional

O limite de faturamento do Simples Nacional em 2026 é de R$ 4,8 milhões anuais. Para 2026, o sublimite foi fixado em R$ 3,6 milhões pela Portaria CAT 54 CGSN de 17/11/2025.

Quem fatura entre R$ 3,6 milhões e R$ 4,8 milhões continua no Simples, mas precisa recolher ICMS e ISS fora do DAS, o que aumenta a complexidade da rotina fiscal. Se a receita anual ultrapassar R$ 4,8 milhões em até 20%, o desenquadramento ocorre no ano seguinte. Se o excesso for maior que 20%, o desenquadramento é retroativo a janeiro, com recálculo de todos os tributos.

Checklist para monitoramento:

  • Faturamento acumulado: acompanhe mês a mês o total dos últimos 12 meses.
  • Excesso de limite: simule o impacto de ultrapassar R$ 4,8 milhões.
  • Sublimite: verifique se ICMS e ISS já precisam ser recolhidos fora do Simples.
  • Alertas internos: crie avisos quando o faturamento se aproximar de R$ 3,6 milhões e R$ 4,8 milhões.

2. Conheça sua atividade principal (CNAE) e o Anexo correspondente do Simples Nacional

O CNAE principal define o anexo do Simples e o conjunto de tributos e alíquotas que sua empresa irá pagar. Atividades diferentes, mesmo com faturamento parecido, podem ter cargas tributárias bem distintas.

Os anexos do Simples Nacional se dividem, em linhas gerais, entre comércio, indústria e serviços. Atividades de serviços podem migrar entre Anexo III e Anexo V conforme o Fator R.

Anexo

Tipo de atividade

Exemplos

Pontos de atenção

I

Comércio

Lojas de varejo e atacado

Alíquotas iniciais mais baixas

II

Indústria

Fabricação em geral

Incidência relevante de ICMS e IPI

III

Serviços

Parte de TI, manutenção, serviços administrativos

Depende de Fator R igual ou maior que 28%

IV

Serviços específicos

Construção, vigilância, limpeza

Encargos trabalhistas têm peso relevante

V

Serviços gerais

Consultoria, parte de TI, profissionais liberais

Alíquotas mais altas quando o Fator R é menor que 28%

3. Domine o Fator R para a otimização tributária no Simples Nacional (Anexos III e V)

O Fator R define se parte das empresas de serviços será tributada pelo Anexo III ou pelo Anexo V. O cálculo é simples: soma da folha de pagamento dos últimos 12 meses dividida pela receita bruta dos últimos 12 meses.

Se o resultado do Fator R for igual ou superior a 28%, a empresa de serviços se enquadra no Anexo III, com alíquotas menores. Se ficar abaixo de 28%, a regra é o Anexo V, que costuma resultar em imposto maior.

Ajustes em pró-labore, contratações formais e estrutura da folha podem elevar o Fator R e reduzir o total de tributos. Em muitos casos, essa reorganização gera economia relevante no ano seguinte, mantendo a empresa em faixa mais vantajosa.

Tenha o atendimento rápido de um especialista da Agilize Contabilidade para simular o Fator R da sua empresa e planejar o melhor enquadramento entre os Anexos III e V.

4. Calcule a alíquota efetiva do Simples Nacional de acordo com a faixa de faturamento

A alíquota que consta na tabela é nominal. A alíquota efetiva, que mostra o quanto você paga de imposto sobre o faturamento, considera a parcela a deduzir da faixa correspondente.

O cálculo padrão é: (Receita bruta acumulada em 12 meses × alíquota nominal da faixa) − parcela a deduzir, dividido pela receita bruta acumulada. Esse percentual é a alíquota efetiva e deve orientar o planejamento de preços e margens.

Simulações por cenário de faturamento ajudam a identificar o ponto em que regimes como Lucro Presumido ou Lucro Real passam a ser mais vantajosos do que o Simples, principalmente para empresas próximas ao teto de R$ 4,8 milhões anuais.

5. Monitore e replaneje constantemente sua situação fiscal no Simples Nacional

Revisar o regime tributário pelo menos uma vez por ano evita desenquadramentos inesperados e perda de economia possível. Mudanças em faturamento, margens, quadro de pessoal e tipo de serviço podem alterar completamente o cenário tributário ideal.

Um acompanhamento mensal com dashboards, relatórios de impostos por competência e alertas de limite de faturamento torna mais simples ajustar o Fator R, simular troca de regime e projetar o impacto de crescimento de receitas.

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6. Avalie a reforma tributária de 2026 e seus impactos no Simples Nacional

A reforma tributária de 2026 tende a alterar a composição dos tributos federais e municipais, mesmo para empresas que continuarem no Simples. A criação da CBS e do IBS deve mudar o cálculo do DAS e pode elevar o valor pago por algumas faixas de faturamento.

Empresas com margens mais apertadas ou faturamento próximo ao teto do Simples precisam comparar, com números em mãos, o que pagariam no Simples, no Lucro Presumido e no Lucro Real após as novas regras.

Tenha o atendimento rápido de um especialista da Agilize Contabilidade para avaliar cenários com a reforma de 2026 e definir a melhor estratégia tributária para sua realidade.

7. Conte com o apoio de uma contabilidade especializada em enquadramento no Simples Nacional

Uma equipe de especialistas contábeis reduz o risco de erro em enquadramento, cálculo de impostos e envio de obrigações acessórias. Isso é ainda mais relevante em anos de mudança legislativa, como 2026.

A Agilize Contabilidade reúne tecnologia e atendimento consultivo para centralizar faturamento, impostos, folha e obrigações fiscais em um só ambiente, com cálculos automáticos de DAS e do Fator R.

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Os especialistas contábeis da Agilize Contabilidade acompanham prazos, realizam apurações mensais e orientam sobre ajustes de regime, sempre com foco em segurança fiscal e uso eficiente do caixa.

Perguntas frequentes sobre o enquadramento correto na tabela do Simples Nacional 2026

Qual o prazo para optar pelo Simples Nacional em 2026?

O prazo de opção vai até 30 de janeiro de 2026. A regra vale tanto para empresas recém-abertas quanto para quem pretende migrar de outro regime. A solicitação é feita no Portal do Simples Nacional, no site da Receita Federal, e só é aceita se a empresa atender a todos os requisitos de enquadramento e não tiver pendências impeditivas.

Se eu faturar mais de R$ 4,8 milhões em 2025, o que acontece com meu enquadramento em 2026?

Se o faturamento de 2025 ultrapassar R$ 4,8 milhões, a empresa não poderá permanecer no Simples em 2026. Nesse caso, será necessário optar por Lucro Presumido ou Lucro Real a partir de janeiro de 2026 e adaptar toda a rotina fiscal a esse novo regime.

O que significa o sublimite de R$ 3,6 milhões para o Simples Nacional em 2026?

O sublimite de R$ 3,6 milhões define o ponto a partir do qual ICMS e ISS deixam de ser recolhidos dentro do DAS. Empresas nessa faixa continuam no Simples para tributos federais, mas passam a calcular ICMS e ISS em guias próprias, seguindo regras parecidas com as de outros regimes.

Como a Agilize Contabilidade pode me ajudar com o enquadramento no Simples Nacional e otimização de impostos?

A Agilize Contabilidade apoia desde a escolha do CNAE e do anexo adequado até o cálculo automático do Fator R, simulações entre regimes e monitoramento de faturamento para evitar desenquadramentos. A plataforma online oferece visão em tempo real da situação fiscal e os especialistas contábeis orientam sobre decisões que impactam diretamente a carga tributária.

Conclusão: garanta um enquadramento correto e o crescimento de sua empresa em 2026 com o Simples Nacional

O enquadramento correto na tabela do Simples Nacional em 2026 é decisivo para manter impostos sob controle, evitar autuações e preservar margens de lucro. Limites de faturamento, sublimite, CNAE, anexo e Fator R precisam ser acompanhados de forma integrada.

Planejamento tributário contínuo, uso de ferramentas adequadas e apoio especializado formam a base de uma gestão segura. Isso permite que a empresa cresça com previsibilidade, sem surpresas fiscais ao longo do ano.

Tenha o atendimento rápido de um especialista da Agilize Contabilidade para revisar o enquadramento da sua empresa no Simples Nacional em 2026 e definir o regime tributário mais adequado para o seu crescimento.