Como mudar de anexo no Simples Nacional: passo a passo

Como mudar de anexo no Simples Nacional: passo a passo

Principais lições deste artigo

  1. Empresas no Anexo V podem migrar para o Anexo III quando o Fator R é maior ou igual a 28%. Essa mudança reduz a alíquota de 15,5% para 6% e pode gerar economia de até R$ 6 mil por ano.
  2. O cálculo do Fator R usa a divisão da folha de pagamento dos últimos 12 meses pela receita bruta total do mesmo período. Esse cálculo exige dados corretos e atualizados no PGDAS-D.
  3. A segregação correta de receitas por CNAE e atividade no PGDAS-D garante a aplicação do anexo adequado e evita erros de tributação.
  4. Erros no cálculo do Fator R ou na classificação de CNAEs podem gerar multas de até 20% do valor devido. A validação profissional reduz esse risco.
  5. A Agilize Contabilidade automatiza o cálculo do Fator R e a mudança de anexo, o que reduz riscos de erro. Contrate agora e reduza seus impostos com segurança.

O que são anexos do Simples Nacional e como saber o seu

Os anexos do Simples Nacional definem as alíquotas de impostos que a empresa paga mensalmente por meio do DAS. Cada anexo corresponde a grupos de atividades e segue regras específicas de tributação.

Anexo

Alíquota inicial

Fator R necessário

Exemplos de atividades

Anexo III

6%

≥ 28%

Instalação, manutenção, serviços gerais

Anexo V

15,5%

< 28%

Serviços com baixa folha de pagamento

Para verificar o anexo atual da empresa, acesse o Portal do Simples Nacional e consulte o extrato do DAS ou o PGDAS-D. Empresas de serviços com Fator R abaixo de 28% geralmente ficam no Anexo V. Para ME e EPP, a Agilize Contabilidade garante o enquadramento correto e assume a burocracia contábil.

A diferença entre os anexos impacta diretamente o caixa. O Anexo V começa com 15,5% de tributação, enquanto o Anexo III inicia em 6%. Para uma empresa que fatura R$ 50 mil por mês, a migração para o Anexo III pode gerar economia de R$ 4.750 mensais quando o Fator R permite a mudança.

Pré-requisitos para mudar de anexo

A mudança de anexo exige organização prévia de documentos e acessos.

Antes de iniciar o processo, tenha em mãos:

  1. Acesso ao Gov.br com certificado digital ou conta validada
  2. Dados completos da folha de pagamento dos últimos 12 meses
  3. Receita bruta total dos últimos 12 meses
  4. Conhecimento das regras atualizadas para 2026

Erros na segregação de receitas ou no cálculo do Fator R podem gerar multas de 2% ao mês, limitadas a 20% do valor devido. O acompanhamento de um contador especializado ou a automação com a Agilize Contabilidade reduz esse risco.

Tutorial passo a passo para mudar de anexo

Passo 1: acessar o PGDAS-D

O primeiro passo é acessar o ambiente correto para apuração.

Entre no Portal do Simples Nacional com o certificado digital ou conta Gov.br. Em seguida, selecione “PGDAS-D” e escolha o CNPJ e o período de apuração, que costuma ser o mês atual.

Passo 2: segregar receitas por CNAE e atividade

A segregação correta de receitas garante a aplicação do anexo adequado.

No PGDAS-D, segregue as receitas por atividade e anexo correspondente. Não misture receitas de anexos diferentes, pois esse erro leva à tributação incorreta. Nos serviços, identifique quais receitas permanecem no Anexo V e quais podem migrar para o Anexo III.

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Passo 3: calcular o Fator R

O cálculo correto do Fator R define se a empresa pode tributar pelo Anexo III.

O Fator R usa a fórmula: folha de pagamento dos últimos 12 meses dividida pela receita bruta total dos últimos 12 meses. Quando o resultado é igual ou superior a 28%, as receitas de serviços podem ser tributadas pelo Anexo III em vez do Anexo V.

Exemplo prático: folha de R$ 168.000 dividida por receita de R$ 600.000 resulta em 28%. Nesse cenário, a empresa se qualifica para o Anexo III.

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Passo 4: confirmar o anexo no DAS

A conferência do DAS mostra se o sistema aplicou o anexo correto.

Depois de inserir os dados no PGDAS-D, o sistema aplica automaticamente o Anexo III para as receitas que atendem ao Fator R maior ou igual a 28%. Revise os cálculos e as alíquotas antes de confirmar a apuração.

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Passo 5: validar o CNAE com contador

A escolha correta de CNAE evita enquadramentos indevidos.

Confirme se os CNAEs do CNPJ representam de forma fiel as atividades exercidas. O CNAE define o anexo e influencia diretamente a tributação.

Passo 6: emitir as guias

A emissão correta do DAS encerra o processo mensal de apuração.

Finalize a apuração e emita o DAS com os valores conferidos. Guarde os comprovantes e relatórios para eventuais fiscalizações.

A Agilize Contabilidade automatiza todo esse processo, permite migração gratuita e calcula o Fator R automaticamente todos os meses.

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Como saber se deu certo e principais riscos

A conferência do extrato do DAS confirma se a mudança de anexo funcionou.

Para validar a mudança, consulte o extrato do DAS emitido e verifique se as alíquotas correspondem ao Anexo III, com 6% inicial, em vez do Anexo V, com 15,5% inicial. Se o anexo permanecer o mesmo, revise o cálculo do Fator R e verifique se existem pendências cadastrais.

Os principais riscos envolvem cálculo incorreto do Fator R, segregação inadequada de receitas e erros na classificação de CNAEs. Esses problemas podem gerar autuações fiscais e multas. A Agilize Contabilidade reduz esses riscos com automação e acompanhamento especializado.

Dicas avançadas e motivos para escolher a Agilize Contabilidade

Uma revisão estratégica de CNAEs e da folha de pagamento pode reduzir a carga tributária.

Para melhorar ainda mais a tributação, avalie a estrutura de CNAEs e a composição da folha de pagamento. Em alguns casos, ajustes de CNAE permitem enquadramento em anexos mais vantajosos, sempre dentro das regras legais.

A Agilize Contabilidade oferece o Fator R automático em todos os planos, o que ajuda a manter a empresa sempre na menor alíquota possível dentro da lei. No plano Basic, por R$ 259 por mês, a empresa conta com contabilidade online completa e Fator R automático. No plano Unique, por R$ 450 por mês, o cliente ainda conta com um especialista dedicado que conhece o negócio em detalhes.

No caso da Aldeia Health Club, cliente da Agilize Contabilidade, a automação do Fator R e o acompanhamento especializado liberaram tempo para foco na gestão estratégica, enquanto a contabilidade seguiu de forma estável e previsível. A comparação entre os planos com mensalidades fixas e concorrentes que cobram por faturamento mostra maior previsibilidade de custo.

Tenha o atendimento rápido de um especialista da Agilize Contabilidade e automatize a mudança de anexo ainda hoje.

FAQ

Posso mudar de anexo todo mês?

A apuração do Fator R ocorre mês a mês e pode alterar o anexo periodicamente. Quando o Fator R do mês fica maior ou igual a 28%, a tributação ocorre pelo Anexo III. Quando o Fator R do mês fica abaixo de 28%, a tributação volta para o Anexo V. Por isso, manter uma folha de pagamento consistente é essencial.

O Fator R pode ser aplicado retroativamente?

O Fator R vale apenas para o mês de apuração. Não é possível retificar DAS anteriores apenas para aplicar o Anexo III de forma retroativa. O cálculo correto desde o primeiro mês evita perda de economia tributária.

Preciso de contador para fazer a mudança de anexo?

A legislação permite que o próprio empresário faça o procedimento, mas o risco de erro é alto. Falhas no cálculo do Fator R ou na segregação de receitas podem gerar multas relevantes. Um contador especializado ou a automação da Agilize Contabilidade aumentam a precisão e a conformidade.

Como saber se estou no Anexo III ou V?

O extrato do DAS e o PGDAS-D no Portal do Simples Nacional mostram o anexo aplicado. A alíquota inicial indica o anexo: 6% corresponde ao Anexo III e 15,5% corresponde ao Anexo V.

Qual a principal diferença entre Anexo III e V?

A principal diferença está nas alíquotas e no perfil de folha de pagamento. O Anexo III inicia com 6% e se aplica a serviços com folha de pagamento mais robusta, com Fator R maior ou igual a 28%. O Anexo V inicia com 15,5% e se aplica a serviços intelectuais com folha de pagamento menor, com Fator R abaixo de 28%.

Conclusão

A mudança do Anexo V para o Anexo III por meio do Fator R pode gerar economia relevante para a empresa. O uso do passo a passo e a manutenção de uma folha de pagamento adequada ajudam a alcançar a menor tributação possível dentro do Simples Nacional. A Agilize Contabilidade atua como parceira nesse processo, com automação completa e especialistas dedicados para cuidar da rotina contábil.

Tenha o atendimento rápido de um especialista da Agilize Contabilidade e concentre seus esforços no crescimento do negócio enquanto a equipe cuida da contabilidade online.