Principais lições deste artigo
- Ser PJ no Simples Nacional reduz a carga tributária de 27,5% do IRPF para alíquotas a partir de 6% com Fator R favorável, o que gera economias de até R$ 6.450 por mês em faturamentos de R$ 30.000.
- Ter Fator R igual ou maior que 28% permite tributação pelo Anexo III com alíquotas menores. Por isso, a folha de pagamento precisa representar pelo menos 28% da receita bruta para aproveitar esse enquadramento.
- Profissões intelectuais como desenvolvedores, psicólogos e advogados não podem ser MEI e precisam abrir ME ou EPP no Simples Nacional quando o faturamento anual ultrapassa R$ 81.000.
- A Reforma Tributária em 2026 mantém o Simples Nacional com limite de R$ 4,8 milhões e incorpora IBS e CBS de forma gradual, sem mudança imediata nas obrigações de ME e EPP.
- Para cuidar da abertura de CNPJ, cálculo de Fator R e conformidade completa sem burocracia, conte com a Agilize Contabilidade e organize seus benefícios fiscais hoje.
Resumo executivo: por que ser PJ compensa em 2026
Ser PJ no Simples Nacional reduz a carga tributária para quem presta serviços e tem boa organização da folha de pagamento. Os anexos do Simples Nacional definem as alíquotas, e o Fator R igual ou superior a 28% permite tributar pelo Anexo III com alíquotas a partir de 6%, em vez dos 27,5% do IRPF da pessoa física.
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Renda mensal |
IRPF PF (%) |
DAS PJ (% com Fator R) |
Economia mensal |
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R$ 10.000 |
27,5% (~R$ 2.750) |
6-11,2% (~R$ 600-1.120) |
R$ 1.630-2.150 |
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R$ 20.000 |
27,5% (~R$ 5.500) |
6-11,2% (~R$ 1.200-2.240) |
R$ 3.260-4.300 |
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R$ 30.000 |
27,5% (~R$ 8.250) |
6-15,5% (~R$ 1.800-4.650) |
R$ 3.600-6.450 |
A Agilize Contabilidade cuida do cálculo do Fator R e oferece isenção de honorários na abertura de CNPJ no plano anual, com planos a partir de R$ 259 por mês.

Panorama regulatório 2026: Simples Nacional e Reforma Tributária
O Simples Nacional mantém o limite de R$ 4,8 milhões anuais em 2026 e passa a incorporar gradualmente as mudanças da Reforma Tributária. As alíquotas de IBS de 0,1% e de CBS de 0,9% entram em fase de testes e podem ser compensadas com PIS e Cofins já existentes.
Para ME e EPP, a obrigatoriedade contábil continua igual e exige acompanhamento profissional para manter a conformidade. Empresas do Simples Nacional seguem recolhendo o DAS normalmente, com adaptação gradual aos novos sistemas até 2027.
A digitalização avança em 2026 com exigências atualizadas de NF-e e integração de sistemas para IBS e CBS. Profissionais que migram para PJ precisam de suporte contábil especializado para evitar multas e problemas de não conformidade.
Conceitos essenciais: ME, EPP e regimes tributários
ME fatura até R$ 360.000 por ano e EPP fatura até R$ 4,8 milhões por ano. Diferentemente do MEI, que exclui profissões intelectuais, ME e EPP abrangem todas as atividades profissionais, incluindo desenvolvedores, advogados e outros prestadores de serviços especializados.
O Simples Nacional reúne oito impostos em uma única guia mensal do DAS e simplifica a rotina fiscal. As alíquotas variam de 6% a 33% conforme o faturamento e o anexo aplicável.
Algumas profissões que não podem ser MEI incluem:
- Desenvolvedores e programadores, como o CNAE 6201-5
- Psicólogos, médicos e advogados
- Consultores em TI e analistas de sistemas
A rotina contábil de uma ME ou EPP inclui emissão de notas fiscais, apuração mensal do DAS, envio de declarações anuais e controle do Fator R para reduzir impostos. A Agilize Contabilidade assume essas tarefas para reduzir a burocracia contábil da empresa.

Benefícios fiscais detalhados do Simples Nacional
Ser PJ no Simples Nacional gera ganho fiscal principalmente pelas alíquotas progressivas dos anexos do Simples Nacional. O Anexo III tem alíquotas de 6% a 33%, e o Anexo V varia de 15,5% a 30,5%.
O Fator R define se a empresa pode usar o Anexo III. Quando a folha de pagamento representa 28% ou mais da receita bruta, a tributação ocorre pelo Anexo III com alíquotas menores.
Simulação para faturamento de R$ 20.000 mensais
Uma pessoa física com renda de R$ 20.000 por mês paga cerca de R$ 4.500 de IRPF, já considerando deduções. Como PJ no Anexo III, na primeira faixa, pagaria apenas R$ 1.200 por mês, o que corresponde a 6% de alíquota. A economia fica em torno de R$ 3.300 por mês ou R$ 39.600 por ano. A Agilize Contabilidade realiza esses cálculos para que você mantenha o foco no crescimento do negócio.
Simulação para faturamento de R$ 30.000 mensais
Com faturamento de R$ 30.000 por mês, que soma R$ 360.000 por ano, a empresa se enquadra na segunda faixa do Anexo III. A alíquota efetiva fica em 11,2%, o que gera cerca de R$ 3.360 por mês de DAS, em comparação com aproximadamente R$ 6.750 de IRPF como pessoa física.
Outros benefícios fiscais e operacionais incluem:
- Distribuição de lucros isenta de IR para os sócios, dentro dos limites legais
- Dedução de despesas operacionais na apuração do resultado da empresa
- Possibilidade de contratar funcionários com vínculo formal
- Acesso a crédito empresarial com taxas de juros menores que as de pessoa física
- Isenções municipais e estaduais específicas conforme o município e o estado
- Aproveitamento de créditos previstos na Reforma Tributária
Passo a passo para se tornar PJ
1. Avaliar faturamento e atividade. Confirme se a receita anual supera R$ 81.000 e se a profissão está excluída do MEI. Desenvolvedores e demais profissionais intelectuais precisam abrir ME ou EPP.
2. Escolher o regime tributário. Para faturamento até R$ 4,8 milhões, o Simples Nacional costuma oferecer alíquotas mais baixas e rotina mais simples. Verifique se o Fator R permite tributação pelo Anexo III.
3. Abrir o CNPJ. A Agilize Contabilidade oferece isenção de honorários na abertura de empresa no plano anual e cuida da documentação junto à Receita Federal, Junta Comercial e Prefeitura. Consulte condições e cidades disponíveis.

4. Configurar a contabilidade. Implemente rotinas de emissão de notas fiscais, cálculo automático do Fator R e apuração mensal do DAS para manter a empresa em dia. A Agilize Contabilidade organiza esses processos para você.
Erros comuns e armadilhas na migração para PJ
Ignorar o Fator R costuma ser o erro mais caro, porque impede o enquadramento no Anexo III. Empresas com folha inferior a 28% da receita acabam no Anexo V e pagam alíquotas que podem ser mais de duas vezes maiores.
Escolher um CNAE inadequado também aumenta a carga tributária, pois pode levar ao enquadramento em anexo menos vantajoso. Atrasar o pagamento do DAS gera multa de 2% mais juros Selic e reduz parte da economia obtida com a migração para PJ.
A Agilize Contabilidade reduz esses riscos com cálculo correto do Fator R, escolha otimizada de CNAEs e lembretes automáticos de vencimentos, o que garante conformidade e libera tempo para a gestão do negócio.
Por que escolher a Agilize Contabilidade
A Agilize Contabilidade atua há mais de 13 anos como contabilidade online para ME e EPP e cuida de toda a rotina contábil para reduzir a burocracia e permitir foco na estratégia da empresa.
O plano Basic, de R$ 259 por mês, inclui cálculo automático do Fator R, isenção de honorários na abertura de CNPJ e painel contábil completo. O plano Unique, de R$ 450 por mês, oferece especialista dedicado e consultoria personalizada.

A Agilize Contabilidade pratica mensalidades fixas e previsíveis, sem variação por faturamento. A empresa possui selo RA1000 no Reclame Aqui, o que indica alto nível de satisfação no atendimento. Saiba mais sobre nossos serviços.

Perguntas frequentes
Qual é o principal benefício fiscal de ser PJ em vez de PF?
O principal benefício fiscal é a redução da carga tributária de 27,5% do IRPF para alíquotas a partir de 6% no Simples Nacional. Profissionais com renda mensal de R$ 20.000 podem economizar mais de R$ 39.000 por ano ao migrar para PJ com Fator R bem estruturado.
Como calcular o Fator R para reduzir impostos?
O cálculo do Fator R ocorre pela divisão da folha de pagamento dos últimos 12 meses pela receita bruta do mesmo período. Resultado igual ou superior a 28% permite tributação pelo Anexo III com alíquotas menores. A Agilize Contabilidade automatiza esse cálculo mês a mês.
Quanto paga de imposto um PJ que ganha R$ 30.000 por mês?
Com faturamento de R$ 30.000 por mês, ou R$ 360.000 por ano, uma ME no Anexo III paga cerca de R$ 3.360 por mês de DAS, com alíquota efetiva de 11,2% na segunda faixa. Como pessoa física, o valor aproximado seria de R$ 6.750 de IRPF, o que gera economia de cerca de R$ 3.390 por mês.
É mais vantajoso usar Simples Nacional ou Lucro Presumido?
Para faturamento até R$ 4,8 milhões por ano, o Simples Nacional costuma oferecer alíquotas menores e rotina mais simples. O Lucro Presumido tende a ser vantajoso apenas para atividades específicas com margens muito altas ou quando há necessidade de aproveitar créditos tributários.
Engenheiro pode ser MEI em 2026?
Engenheiro não pode ser MEI em 2026. Profissões intelectuais permanecem fora do MEI e precisam se enquadrar como ME no Simples Nacional para atuar de forma regular. Confira quem pode ser MEI.
Conclusão
A migração de pessoa física para pessoa jurídica no Simples Nacional é uma estratégia fiscal eficiente para profissionais autônomos em 2026. A economia pode superar R$ 40.000 por ano e a rotina contábil fica mais simples quando a Agilize Contabilidade assume a gestão fiscal da empresa.