Principais lições deste artigo
- Planejamento antecipado: entender o cronograma até 2033 reduz riscos de erro e evita impactos bruscos na sua MPE.
- Escolha do regime certo: comparar Simples Nacional e regime regular com IBS/CBS evita pagamento desnecessário de tributos.
- Sistemas e documentos atualizados: adequar ERPs, notas fiscais e organização de créditos fiscais diminui multas e desperdícios.
- Fluxo de caixa controlado: acompanhar impostos, créditos e contratos melhora previsibilidade financeira durante a transição.
- Apoio especializado: contar com os especialistas contábeis da Agilize Contabilidade facilita a adaptação da sua empresa à reforma tributária.
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Entenda o impacto da reforma tributária nas MPEs de serviços e comércio
A reforma tributária cria o IBS e a CBS, que substituirão gradualmente PIS, Cofins, IPI, ICMS e ISS. Para micro e pequenas empresas, o impacto vai da operação diária à formação de preços e contratos.
A partir de 2026, micro e pequenas empresas entrarão na fase mais sensível da reforma, com IBS, CBS e IS em implementação e forte necessidade de ajustes fiscais e de gestão. Mais de 70% dos pequenos empreendedores ainda não compreendem plenamente os impactos, o que aumenta o risco de autuações.
1. Entenda o cronograma da reforma tributária e se organize
A implementação será gradual, com fase de testes a partir de 2026 e substituição completa dos tributos atuais até 2033. Conhecer essas etapas ajuda a adaptar preços, contratos e sistemas com menos urgência e mais controle.
Para MPEs, haverá período de convivência entre PIS, Cofins, IPI, ICMS, ISS e os novos CBS e IBS. Em 2027, PIS e Cofins serão extintos, e o IPI será reduzido a zero, exceto na Zona Franca de Manaus.
Checklist rápido do cronograma
- 2026: início da cobrança-teste de IBS e CBS com alíquotas reduzidas.
- 2027: extinção de PIS e Cofins e manutenção de outros tributos em transição.
- 2029 a 2032: redução gradual de ICMS e ISS, com aumento de IBS e CBS.
- 2033: plena vigência de IBS e CBS, fim dos tributos substituídos.
2. Avalie o melhor regime tributário para sua MPE
Simples Nacional e MEI serão mantidos, mas a interação com IBS e CBS muda. Empresas do Simples poderão, em algumas situações, recolher IBS/CBS pelo regime regular. A decisão precisa considerar margem de lucro, crédito de insumos e perfil de clientes.
Simulações de carga tributária se tornam essenciais para evitar pagar mais imposto do que o necessário.
Comparativo resumido: Simples Nacional x regime regular
|
Característica |
Simples Nacional |
Regime regular |
|
Impostos envolvidos |
Unificação no DAS |
CBS e IBS destacados |
|
Aproveitamento de créditos |
Limitado |
Amplificado pela não cumulatividade |
|
Formação de preços |
Estrutura simplificada |
Mais detalhada e técnica |
3. Atualize sistemas, notas fiscais e processos internos
Os documentos fiscais eletrônicos passarão a ter campos específicos para CBS e IBS. Seu emissor de NF-e, NFC-e, ERP e planilhas precisam estar preparados para essas novas informações.
Erros de parametrização podem gerar cálculo incorreto de tributos, perda de créditos e multas.

Passos práticos para adaptação de sistemas
- Confirme atualizações com o fornecedor do ERP e do emissor de NF-e/NFC-e.
- Treine a equipe para preencher corretamente os novos campos fiscais.
- Revise cadastros de produtos e serviços para adequar NCM, CST e natureza da operação.
4. Organize documentos fiscais e comprovação de créditos
A não cumulatividade de IBS e CBS permite abater o imposto pago em etapas anteriores, o que reduz a carga tributária final. Para isso, cada nota fiscal precisa estar registrada de forma correta e acessível.
Desorganização em documentos significa perda de créditos e maior risco em fiscalizações.

Boas práticas de organização fiscal
- Centralize notas fiscais em ambiente digital seguro, com backup.
- Classifique despesas por tipo (insumos, serviços, imobilizado) para facilitar créditos.
- Padronize rotinas de conferência na entrada e saída de mercadorias e serviços.
5. Revise preços e contratos com base na nova tributação
Com a tributação no destino, o imposto passa a ser cobrado onde o bem ou serviço é consumido. Isso afeta empresas que vendem para vários estados ou municípios e exige revisão de margens, descontos e reajustes contratuais.
Contratos de longo prazo e serviços contínuos precisam refletir as novas regras para evitar queda de rentabilidade.
Pontos de atenção em preços e contratos
- Recalcule preços considerando a nova carga tributária por estado e tipo de cliente.
- Atualize cláusulas de tributos, reajuste e repasse de custos em contratos vigentes.
- Comunique mudanças a clientes e fornecedores com transparência e antecedência.
6. Fortaleça o fluxo de caixa durante a transição
A recuperação de créditos de IBS e CBS pode melhorar o caixa, mas exige controle rigoroso de prazos de pagamento, recebimento e compensação de tributos.
Um fluxo de caixa atualizado ajuda a planejar investimentos, evitar atrasos de impostos e negociar melhor com fornecedores.

Dicas para um fluxo de caixa mais previsível
- Concilie bancos e meios de pagamento com frequência.
- Projete impostos, incluindo créditos a recuperar e datas de vencimento.
- Mantenha capital de giro mínimo definido para períodos de adaptação.
7. Conte com apoio contínuo de especialistas contábeis
A reforma envolve várias etapas, regras de transição e decisões estratégicas sobre regime tributário, créditos e contratos. O alto nível de desconhecimento sobre o tema entre pequenos empreendedores indica risco elevado de erros por falta de orientação.
Os especialistas contábeis da Agilize Contabilidade ajudam a interpretar a legislação, revisar o enquadramento tributário e estruturar processos internos alinhados à reforma.
Como a Agilize Contabilidade pode apoiar sua MPE
- Análise de regime para comparar Simples Nacional e regime regular com IBS/CBS.
- Implementação fiscal com revisão de cadastros, notas e obrigações acessórias.
- Gestão de riscos para reduzir chances de multas e pagamentos indevidos.
- Orientação contínua em decisões de preços, contratos e fluxo de caixa.
Fale com um especialista da Agilize Contabilidade e alinhe sua empresa à reforma tributária.
Perguntas frequentes (FAQ) sobre a reforma tributária
A reforma tributária afeta o MEI e o Simples Nacional?
Sim. Simples Nacional e MEI continuam existindo, mas passam por ajustes operacionais. Empresas do Simples poderão, em alguns casos, optar por recolher IBS/CBS pelo regime regular, o que exige simulações de carga tributária. O MEI tende a ter maior controle de faturamento e uso de nota fiscal eletrônica.
Quando IBS e CBS começam a ser cobrados?
A cobrança em fase de teste está prevista para 2026, com alíquotas reduzidas de IBS e CBS. A extinção de PIS e Cofins ocorre em 2027, e a plena vigência de IBS e CBS está programada para 2033.
Minha empresa precisará de novo sistema ou emissor de NF-e?
Na maioria dos casos, será necessário ao menos atualizar sistemas existentes. Os documentos fiscais precisarão destacar IBS e CBS em novos campos, o que exige adequações técnicas no ERP e no emissor de NF-e/NFC-e.
Como a reforma pode gerar economia para MPEs de serviços?
A não cumulatividade permite usar créditos de IBS e CBS sobre insumos e serviços contratados, reduzindo o imposto devido na etapa final. Para isso, é necessário controle detalhado de notas fiscais e apoio contábil qualificado.
Quais erros são mais comuns na transição?
Os principais erros são não revisar a formação de preços, deixar créditos de IBS/CBS sem aproveitamento, não atualizar sistemas, postergar ajustes de processos e manter vendas ou registros informais.
Conclusão: prepare sua MPE para o novo cenário fiscal
A reforma tributária muda a forma como micro e pequenas empresas de serviços e comércio apuram e pagam tributos. Antecipar-se ao cronograma, revisar o regime tributário, organizar documentos, ajustar sistemas e fortalecer o fluxo de caixa reduz riscos e melhora a competitividade.
O apoio da Agilize Contabilidade e de seus especialistas contábeis é um diferencial para atravessar a transição com segurança e foco no crescimento.