Escrito por: Rafael Caribé, CEO, Agilize
Principais lições deste artigo
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O Simples Nacional exige cálculo preciso da RBT12 dos últimos 12 meses para definir a faixa de faturamento e a alíquota efetiva correta.
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Identificar o anexo correto pela atividade é essencial. O Anexo I vale para comércio, com alíquota inicial de 4%. Os Anexos III e V valem para serviços e influenciam diretamente o valor dos impostos.
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Aplicar a fórmula da alíquota efetiva [(RBT12 × alíquota nominal) – parcela a deduzir] / RBT12 reduz o risco de erro manual.
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Calcular o Fator R para serviços é decisivo. Quando o resultado é igual ou maior que 28%, a empresa usa o Anexo III. Quando é menor que 28%, usa o Anexo V, que tem alíquotas mais altas.
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Calcular o DAS mensal exige multiplicar a receita pela alíquota efetiva. A Agilize Contabilidade pode automatizar esse processo e reduzir o risco de multas. Fale com a Agilize Contabilidade agora.
Pré-requisitos e visão geral
Calcular corretamente os impostos do Simples Nacional exige alguns dados básicos. Você precisa ter a Receita Bruta Total dos últimos 12 meses (RBT12) e o anexo correto conforme a atividade da empresa, que pode ser consultado no guia de anexos do Simples Nacional. A legislação exige escrituração contábil regular para ME e EPP.
O processo de cálculo segue 5 etapas principais: 1) identificar o anexo por atividade, 2) calcular a RBT12 dos últimos 12 meses, 3) aplicar a fórmula da alíquota efetiva, 4) verificar o Fator R para empresas de serviços nos Anexos III e V, 5) gerar o DAS mensal.
Cada etapa depende da anterior. Um erro na definição do anexo ou na RBT12 afeta toda a conta e pode levar ao pagamento de imposto a mais ou a menos. A Agilize Contabilidade cuida dessa rotina para ME e EPP, automatiza os cálculos e reduz o risco de falhas, o que libera tempo para você focar na gestão do negócio.

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Tutorial passo a passo
Passo 1: identifique seu anexo
Identificar o anexo correto é o ponto de partida do cálculo. As alíquotas para 2026 seguem a tabela oficial da Receita Federal e se organizam em cinco anexos, de acordo com o tipo de atividade.
A tabela abaixo mostra um exemplo com o Anexo I, voltado para comércio. Use este modelo para entender como funcionam as faixas de faturamento e as alíquotas nominais. Depois, consulte a tabela completa dos cinco anexos para localizar sua atividade e a faixa de RBT12 correspondente.
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Faixa de faturamento (12 meses) |
Alíquota |
|---|---|
|
Até R$ 180.000 |
4,0% |
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De R$ 180.000,01 a R$ 360.000 |
7,3% |
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De R$ 360.000,01 a R$ 720.000 |
9,5% |
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De R$ 720.000,01 a R$ 1.800.000 |
10,7% |
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De R$ 1.800.000,01 a R$ 3.600.000 |
14,3% |
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De R$ 3.600.000,01 a R$ 4.800.000 |
19,0% |
No Anexo III, voltado a serviços, a alíquota inicial em 2026 é de 6%. Já o Anexo V, voltado a serviços intelectuais, apresenta alíquotas mais altas nas mesmas faixas de faturamento. Essa diferença entre Anexo III e Anexo V pode representar milhares de reais por ano, sendo que ambos são voltados a empresas de serviços; por isso, definir o anexo correto é decisivo.
A Agilize Contabilidade identifica o anexo de forma automática com base no CNAE e no faturamento da empresa e aplica as alíquotas corretas em cada período.
Passo 2: calcule a RBT12 dos últimos 12 meses
Calcular a RBT12 significa somar toda a receita bruta dos 12 meses anteriores ao período de apuração. Para calcular o DAS de julho de 2026, por exemplo, some as receitas de julho de 2025 a junho de 2026. Esse valor define a faixa de faturamento e a alíquota nominal que a empresa vai usar.
Empresas que iniciam atividade no meio do ano também calculam a RBT12, mas consideram apenas os meses em que houve operação. O cálculo continua sendo uma soma de 12 meses, porém a empresa passa a completar esse histórico mês a mês até atingir o ciclo cheio.

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Passo 3: entenda e aplique a fórmula da alíquota efetiva
A alíquota nominal da tabela é apenas o ponto de partida. O Simples Nacional usa uma fórmula para chegar à alíquota efetiva, que é a porcentagem real aplicada sobre a receita mensal depois de considerar a parcela a deduzir.
A fórmula oficial da alíquota efetiva é: Alíquota efetiva = [(RBT12 × alíquota nominal) – parcela a deduzir] / RBT12.
Exemplo prático: uma empresa de serviços no Anexo III, com RBT12 de R$ 120.000 na faixa até R$ 180.000, tem alíquota nominal de 6% e parcela a deduzir de R$ 0. Para uma receita mensal de R$ 10.000, a conta fica: Alíquota efetiva = [(120.000 × 0,06) – 0] / 120.000 = 6%.
Passo 4: calcule o Fator R para serviços
O Fator R define se uma empresa de serviços vai tributar pelo Anexo III ou pelo Anexo V. Esse indicador compara a folha de pagamento com a receita bruta dos últimos 12 meses.
A fórmula é: Fator R = folha de pagamento dos últimos 12 meses ÷ receita bruta dos últimos 12 meses.
Quando o Fator R é igual ou maior que 28%, a empresa se enquadra no Anexo III. Quando o resultado é menor que 28%, a empresa se enquadra no Anexo V. Exemplo: uma empresa com folha de R$ 120.000 e receita de R$ 500.000 tem Fator R de 24%. Nesse caso, o enquadramento ocorre no Anexo V, que tem alíquotas mais altas.
Erros no cálculo do Fator R podem levar ao pagamento de imposto acima do necessário ou ao enquadramento incorreto. Com a Agilize Contabilidade, o Fator R é recalculado automaticamente a cada mês conforme a folha de pagamento muda, o que ajuda a manter o anexo correto ao longo do ano.
Passo 5: faça o cálculo do DAS mensal e proporcional
O cálculo do DAS mensal usa a alíquota efetiva definida nos passos anteriores. A fórmula é direta: DAS = receita mensal × alíquota efetiva.
Empresas que iniciam atividades no meio do ano fazem o cálculo de forma proporcional ao período de operação. A RBT12 considera apenas os meses em que houve faturamento, e a alíquota efetiva é aplicada normalmente sobre essa base proporcional.
O painel da Agilize Contabilidade automatiza esses cálculos, atualiza a RBT12 mês a mês e gera alertas de vencimento do DAS, o que reduz o risco de multas e juros por atraso.

Como saber se deu certo?
Conferir o resultado final é parte do processo. Uma verificação básica inclui quatro pontos: o DAS precisa aparecer corretamente no Portal do Simples Nacional, a situação cadastral do CNPJ deve estar regular, não podem existir pendências fiscais em aberto e os valores do DAS precisam bater com a receita e com o anexo da empresa.
Esses critérios se complementam. Quando todos estão alinhados, a chance de erro no cálculo diminui bastante. O painel da Agilize Contabilidade monitora esses indicadores de forma automática e emite alertas quando identifica alguma inconsistência.
Dicas avançadas e próximos passos
Planejar o uso correto dos anexos, dos cálculos proporcionais e do Fator R ajuda a pagar apenas o que é devido. Vale considerar três pontos: diferenças de carga tributária entre anexos, impacto de início de atividade no meio do ano e integração com a folha de pagamento para manter o Fator R atualizado.
Quem ultrapassou o limite do MEI precisa ajustar o enquadramento. O guia sobre quem pode ser MEI explica quem pode permanecer nesse regime e quando é necessário migrar para ME. A migração para ME com a Agilize Contabilidade oferece isenção de honorários na abertura de CNPJ no plano anual, além de condições exclusivas para organizar a contabilidade online desde o início.
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Perguntas frequentes
Qual a tabela de alíquotas do Simples Nacional para 2026?
As alíquotas variam conforme o anexo e a faixa de faturamento anual. As alíquotas iniciais são: Anexo I (comércio) 4%, Anexo II (indústria) 4,5%, Anexo III (serviços) 6%, Anexo IV (serviços com folha) 4,5% e Anexo V (serviços intelectuais) 15,5%. As faixas vão até R$ 4,8 milhões por ano, com alíquotas progressivas que podem chegar a cerca de 19% no Anexo I, 30% no Anexo II, 33% no Anexo III, 33% no Anexo IV e 30,5% no Anexo V na última faixa.
Como calcular o Fator R corretamente?
Calcular o Fator R exige dividir a folha de pagamento dos últimos 12 meses pela receita bruta do mesmo período. A conta inclui pró-labore, salários e FGTS. Quando o resultado é 28% ou mais, a empresa se enquadra no Anexo III. Quando o resultado é menor que 28%, a empresa se enquadra no Anexo V. Esse cálculo precisa ser feito todos os meses para acompanhar mudanças na folha e no faturamento.
O que acontece se o DAS atrasar?
O atraso no pagamento do DAS gera multa diária de 0,33% sobre o valor devido, limitada a 20%. Além da multa, incidem juros pela taxa Selic e o CNPJ pode sofrer restrições, como impedimento para emitir certidões negativas. Manter os pagamentos em dia evita essas complicações fiscais e custos adicionais.
Como fazer o cálculo para empresa que iniciou atividade no meio do ano?
Empresas ME ou EPP que iniciam atividade no meio do ano calculam a RBT12 considerando apenas os meses em que houve operação. Uma empresa aberta em julho, por exemplo, soma as receitas de julho até o mês de apuração e projeta a RBT12 com base nesse histórico. As alíquotas do Simples Nacional se aplicam normalmente sobre esse valor proporcional aos meses de atividade.
Como é feito o cálculo do DAS na prática?
O cálculo do DAS usa a alíquota efetiva aplicada sobre a receita bruta mensal. A alíquota efetiva considera a faixa de faturamento dos últimos 12 meses e a parcela a deduzir da tabela do Simples Nacional. Para empresas de serviços, o Fator R define se a tributação ocorre pelo Anexo III ou pelo Anexo V, o que altera diretamente o valor final do imposto.
Conclusão
Calcular os impostos do Simples Nacional de forma manual é um processo complexo e sujeito a falhas que podem gerar multas e custos desnecessários. Seguir o passo a passo deste guia ajuda a manter a empresa em conformidade e a ter clareza sobre quanto pagar em cada mês.
A Agilize Contabilidade assume a rotina contábil da sua ME ou EPP, automatiza o cálculo de RBT12, alíquota efetiva, Fator R e DAS e centraliza tudo em um painel de contabilidade online. Isso reduz a burocracia do dia a dia e libera tempo para você focar no crescimento do negócio.
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