Impostos no regime Lucro Real: como calcular em 2026

Impostos no regime Lucro Real: como calcular em 2026

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Escrito por: Rafael Caribé, CEO, Agilize

Principais lições deste artigo

  • O Lucro Real calcula IRPJ (15% + adicional de 10% acima de R$ 20 mil/mês) e CSLL (9%) sobre o lucro contábil ajustado, em vez de aplicar percentuais presumidos como no Lucro Presumido.

  • PIS (1,65%) e COFINS (7,6%) incidem sobre a receita bruta no regime não cumulativo, com possibilidade de créditos sobre insumos e despesas qualificadas.

  • O regime é obrigatório apenas para empresas com receita anual acima de R$ 78 milhões ou atividades específicas.

  • Empresas no Lucro Real precisam de escrituração contábil completa, LALUR, ECD, ECF e EFD-Contribuições, o que eleva o custo de conformidade.

  • Para simplificar a gestão tributária e garantir o cumprimento de todas as obrigações, conte com a expertise da Agilize Contabilidade: fale com um especialista agora.

Quais impostos incidem no Lucro Real?

O Lucro Real reúne quatro tributos principais, cada um com base de cálculo própria.

  • IRPJ (Imposto de Renda Pessoa Jurídica): incide sobre o lucro real ajustado. A alíquota base é de 15%, com adicional de 10% sobre o lucro mensal que exceder R$ 20 mil.

  • CSLL (Contribuição Social sobre o Lucro Líquido): também incide sobre o lucro real ajustado, à alíquota de 9%.

  • PIS (Programa de Integração Social): incide sobre a receita bruta no regime não cumulativo, à alíquota de 1,65%, com possibilidade de créditos sobre insumos e despesas qualificadas.

  • COFINS (Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social): incide sobre a receita bruta no regime não cumulativo, à alíquota de 7,6%, com créditos sobre insumos e despesas qualificadas.

Dica prática: no Lucro Real, o aproveitamento de créditos de PIS e COFINS pode reduzir de forma relevante a carga tributária, mas exige controle rigoroso das entradas e das despesas elegíveis.

Outro ponto de atenção: é comum confundir a base de cálculo do IRPJ e da CSLL, que é o lucro ajustado, com a base do PIS e da COFINS, que é a receita bruta. Essas bases são distintas e não devem ser somadas diretamente.

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Tabela de alíquotas do Lucro Real em 2026

Esta tabela resume as alíquotas vigentes para o Lucro Real e a base de cálculo de cada tributo.

Tributo

Base de cálculo

Alíquota

Observação

IRPJ

Lucro real ajustado

15%

Adicional de 10% sobre lucro mensal acima de R$ 20 mil

CSLL

Lucro real ajustado

9%

Sem adicional

PIS

Receita bruta

1,65%

Regime não cumulativo, com créditos permitidos

COFINS

Receita bruta

7,6%

Regime não cumulativo, com créditos permitidos

Quer entender como essas alíquotas afetam sua empresa na prática? Converse com um especialista da Agilize Contabilidade.

Como calcular impostos no Lucro Real com exemplo

Um exemplo numérico ajuda a visualizar como cada tributo incide sobre bases diferentes.

Considere uma EPP de serviços com receita bruta de R$ 100.000 no mês e lucro real apurado de R$ 15.000 após todas as deduções legais permitidas. A tabela abaixo mostra como cada tributo é calculado sobre sua base específica. Note que IRPJ e CSLL incidem sobre o lucro ajustado, enquanto PIS e COFINS incidem sobre a receita bruta.

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Tributo

Base

Alíquota

Valor devido

IRPJ (15%)

R$ 15.000

15%

R$ 2.250

IRPJ adicional (10%)

R$ 0 (lucro não excedeu R$ 20 mil)

10%

R$ 0

CSLL (9%)

R$ 15.000

9%

R$ 1.350

PIS (1,65%)

R$ 100.000

1,65%

R$ 1.650 (antes dos créditos)

COFINS (7,6%)

R$ 100.000

7,6%

R$ 7.600 (antes dos créditos)

Somando todos os tributos, o total bruto de IRPJ, CSLL, PIS e COFINS seria de R$ 12.850, antes do abatimento dos créditos de PIS e COFINS sobre insumos e despesas qualificadas. O valor efetivo a pagar pode ser menor, dependendo dos créditos apurados.

Dica prática: o lucro real de R$ 15 mil ficou abaixo do limite de R$ 20 mil mensais, então o adicional de 10% do IRPJ não foi acionado. Empresas com lucros maiores precisam acompanhar esse gatilho de perto.

Outro ponto de atenção: muitos empreendedores calculam o IRPJ sobre a receita bruta em vez de usar o lucro ajustado. No Lucro Real, a base é o resultado contábil corrigido no LALUR, não o faturamento.

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Quem é obrigado a adotar o Lucro Real?

ME e EPP, na maior parte dos casos, não são obrigadas a adotar o Lucro Real. A obrigatoriedade vale para empresas com receita bruta anual superior a R$ 78 milhões, além de casos específicos como instituições financeiras, empresas com lucros ou rendimentos oriundos do exterior e atividades reguladas que a legislação determina.

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Para ME, com faturamento até R$ 360 mil por ano, e para EPP, com faturamento até R$ 4,8 milhões por ano, essa obrigatoriedade raramente se aplica. Mesmo assim, a empresa pode optar pelo Lucro Real de forma voluntária se o regime for vantajoso para seu perfil de custos e margens.

Consultar um contador antes de qualquer mudança de regime ajuda a evitar surpresas na carga tributária e nas obrigações acessórias.

Quer avaliar se o Lucro Real faz sentido para sua ME ou EPP? Tire suas dúvidas com um especialista da Agilize Contabilidade.

Lucro Real versus outros regimes

Comparar o Lucro Real com Simples Nacional e Lucro Presumido ajuda a entender quando cada regime tende a ser mais adequado.

Simples Nacional: é um regime unificado com recolhimento por meio de uma guia única, o DAS, com alíquotas progressivas conforme os anexos do Simples Nacional e menor burocracia. Em geral, esse regime atende bem a maioria das ME e EPP. Para aprofundar a escolha, veja como escolher o regime tributário ideal para o seu negócio.

Lucro Presumido: aplica percentuais fixos de presunção sobre a receita bruta, como 32% para a maioria dos serviços, para determinar a base do IRPJ e da CSLL. O PIS e a COFINS seguem o regime cumulativo, com 3,65% combinados, sem créditos. A carga costuma variar entre 13% e 17%, dependendo do ISS municipal. Esse regime está disponível para empresas com receita anual até R$ 78 milhões. A comparação entre Simples Nacional e Lucro Presumido mostra cenários em que cada um se destaca.

Lucro Real: tributa o lucro efetivo e utiliza PIS e COFINS no regime não cumulativo, com 9,25% combinados e possibilidade de créditos. Esse modelo pode ser vantajoso para empresas com margens de lucro baixas ou estrutura de custos elevada, mas exige contabilidade mais robusta. Para ME e EPP com operações simples, o Lucro Real raramente é a opção mais adequada.

Está em dúvida entre Simples, Lucro Presumido e Lucro Real? Fale com um especialista da Agilize Contabilidade e compare cenários para sua empresa.

Desvantagens do Lucro Real para pequenas empresas

Mesmo quando não é obrigatório, o Lucro Real pode ser uma opção voluntária. Antes de optar por esse regime, é essencial entender os custos operacionais e a estrutura necessária para manter a empresa em dia.

O Lucro Real exige controles contábeis detalhados e obrigações acessórias adicionais que aumentam o custo administrativo para ME e EPP. Entre as principais exigências estão:

  • Escrituração contábil regular: a legislação empresarial exige escrituração contábil completa para ME e EPP no Lucro Real, incluindo o LALUR, o Livro de Apuração do Lucro Real.

  • Contador obrigatório: a complexidade do regime torna o suporte de um contador essencial para cumprir corretamente todas as obrigações fiscais e acessórias.

  • Obrigações digitais: envio de ECD, ECF e EFD-Contribuições via SPED, com prazos e regras específicas que exigem organização constante.

  • Risco operacional maior: para empresas com estrutura enxuta, o volume de obrigações aumenta o risco de erros e de autuações.

Não sabe se sua empresa tem estrutura para o Lucro Real? Tire suas dúvidas com um especialista da Agilize Contabilidade.

Conclusão

No Lucro Real, o cálculo de impostos parte do lucro contábil ajustado para IRPJ, com 15% mais adicional de 10% acima de R$ 20 mil por mês, e para CSLL, com 9%. Já PIS, com 1,65%, e COFINS, com 7,6%, incidem sobre a receita bruta com possibilidade de créditos.

Para ME e EPP, o Lucro Real raramente é obrigatório, mas pode ser vantajoso em cenários de margens reduzidas e custos elevados, desde que a empresa tenha estrutura contábil adequada para lidar com as obrigações.

A Agilize Contabilidade cuida de toda a contabilidade da sua empresa: apuração de impostos, entrega de obrigações acessórias, escrituração digital e outras rotinas fiscais. Assim, você foca na estratégia do negócio enquanto especialistas mantêm sua empresa em dia com o Fisco. Conheça também os serviços de contabilidade online e veja como simplificar a burocracia contábil da sua empresa.

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Perguntas frequentes sobre impostos no Lucro Real

Qual é a alíquota do IRPJ no Lucro Real?

Como mencionado no Passo 1, a alíquota base do IRPJ no Lucro Real é de 15% sobre o lucro real ajustado, com adicional de 10% sobre a parcela do lucro mensal que exceder R$ 20 mil. Para apuração trimestral, o limite equivalente é de R$ 60 mil por trimestre. Empresas com lucros abaixo desse limite pagam apenas os 15% base.

ME e EPP podem ser obrigadas a adotar o Lucro Real?

Na prática, isso ocorre em poucos casos. Como explicado no Passo 4, a obrigatoriedade do Lucro Real se aplica a empresas com receita bruta anual acima de R$ 78 milhões e a atividades específicas, como instituições financeiras e empresas com lucros ou rendimentos do exterior. Os limites de faturamento de ME e EPP ficam bem abaixo desse gatilho. A empresa pode, no entanto, optar voluntariamente pelo Lucro Real se isso for vantajoso para seu perfil de custos.

Como funcionam os créditos de PIS e COFINS no Lucro Real?

No Lucro Real, PIS e COFINS seguem o regime não cumulativo, com alíquotas de 1,65% e 7,6% sobre a receita bruta, respectivamente. A empresa pode descontar créditos calculados sobre insumos, mercadorias adquiridas para revenda, despesas com energia elétrica, aluguéis e outras despesas qualificadas pela legislação. Esses créditos reduzem o valor efetivo a recolher, mas exigem controle rigoroso das entradas e documentação fiscal adequada.

Quais obrigações acessórias uma empresa no Lucro Real precisa cumprir?

Empresas no Lucro Real devem entregar, entre outras obrigações, a ECD, a ECF, a EFD-Contribuições e a DCTF, todas via SPED. Além disso, é obrigatória a manutenção do LALUR para registrar os ajustes ao lucro contábil. O volume e a complexidade dessas obrigações tornam o acompanhamento de um contador essencial para qualquer empresa nesse regime.

Quando o Lucro Real pode ser vantajoso para uma pequena empresa?

O Lucro Real pode ser uma opção vantajosa para empresas com margens de lucro baixas, pois o IRPJ e a CSLL incidem apenas sobre o lucro efetivo e, em períodos de prejuízo, esses tributos podem ser zerados. O regime também pode ser interessante para empresas com estrutura de custos elevada que geram créditos significativos de PIS e COFINS. Porém, o aumento das obrigações contábeis e o custo de conformidade precisam entrar na análise. A avaliação deve ser feita caso a caso com um contador especializado.